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Fado do Super Zé
(Bruno Rocha)
É de um rapaz a história que eu vou contar
Fez directa p’ra estudar
Nas vésperas de um exame
Não acordou e o atraso foi brutal
Chegou tarde o que é normal
Por muito que a mãe reclame
“Isto são horas?”, perguntou-lhe o Doutor
Conhecido pelo rigor e pelo seu tom altivo
Com toda a calma ele respondeu que estava escrito
O Einstein tinha dito que o tempo é relativo
Toma cuidado Zé, não te atrapalhes
Tens um passado histórico a honrar
Todos sabemos que esta vida está agreste
Mas o português é mestre
Na arte de desenrascar
E nesse dia estava em maré de azar
Quando as cábulas foi usar
Aconteceu a desgraça
O assistente já se tinha apercebido
E perguntou-lhe ofendido
“Afinal o que se passa?”
Quis saber logo p’ra que era o papelinho
Muito bem enroladinho
Do tamanho de um cigarro
E o nosso Zé com toda a calma deste mundo
Respondeu com um ar profundo
“Oh Doutor, é só um charro!”
Toma cuidado Zé, não te atrapalhes
Tens um passado histórico a honrar
Todos sabemos que esta vida está agreste
Mas o português é mestre
Na arte de desenrascar
Mas o Doutor não quis comer aquela história
E disse-lhe com um ar de glória
“Tem o exame anulado!”
E o José lixado com isto tudo
Deu por mal empregue o estudo
E foi p’ra casa chateado
O pai ao vê-lo assim tão entristecido
Quis saber o sucedido
Com uma cara muito má
Ele engasgou-se, mas com todo o seu carisma
Respondeu-lhe com sofisma
“Mas que lindo dia está!”
Toma cuidado Zé, não te atrapalhes
Tens um passado histórico a honrar
Todos sabemos que esta vida está agreste
Mas o português é mestre
Na arte de desenrascar
E nesse dia tudo estava pelo pior
Um azar nunca vem só
E a tragédia aconteceu
Tinha marcado um rendez-vous com a namorada
Mas com a cabeça marada
Até isso ele esqueceu
Ela ligou-lhe e deu-lhe um belo de um sermão
E quis saber a razão
P’ro que estava a acontecer
Ele não gostou e perdeu as estribeiras
Respondeu-lhe sem maneiras
“Porque é que não vais comer?”
(comer aonde?)
No restaurante, na cantina ou na messe
Come onde te apetece
Que eu tenho mais que fazer
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Valsa do Olhar
(Pedro Raposo/Bruno Rocha)
Quando os teus olhos dizem o que eu quero
Logo aos meus apetece responder
E ao ver a alegria dos meus espero, meu bem
Que os teus também se possam comover
Se os teus olhos dizem
O que não ousa a tua voz
Mesmo sem palavras
O nosso olhar fala por nós
Quando os teus olhos dizem em segredo
Coisas que só os meus podem entender
Fecho os meus olhos pois tenho medo, meu bem
Que seja tudo um sonho do meu querer
Se os teus olhos dizem
O que não ousa a tua voz
Mesmo sem palavras
O nosso olhar fala por nós
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Sonhos
(Luís Marques)
Sonhos
Que se espalham ao luar
Trazem
Corações a palpitar
Leves
Como a cor do teu olhar
Sempre vivendo tão longe do tormento
De poder acabar
Sonhos
São loucura da paixão
Deixam
Uma breve sensação
De um tom, uma festa, um lugar
Onde uma capa perdida ao relento
Voou para te encontrar
São sonhos, são a luz do teu olhar
Quando à noite me alumia
Para te poder tocar
São sonhos, onde moram os teus medos
Fantasias e segredos, onde eu quero acordar
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Tango do Bandido
(Bruno Rocha)
Se tens a vida destroçada
E sem o whisky não és nada
E se a tua namorada te põe abaixo de cão
Se o dinheiro p’rós cigarros
Conseguiste a arrumar carros
E se o clube do teu bairro vai descer de divisão
Se és no mínimo um cretino
Se falhar é o teu destino
E dos otários és o rei
Temos solução para os teus anseios
Olha os fins, esquece os meios
Torna-te um fora-da-lei
Se és um ignóbil ao volante
E atropelaste um restaurante
E se agora a tua amante te quer pôr em tribunal
Porque o sangue do garçon
Sujou o casaco de vison
Em que tinhas gasto todo o teu subsídio de Natal
Se és no mínimo um cretino
Se falhar é o teu destino
E dos otários és o rei
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Serenata à Meia-Noite
(Bruno Rocha)
Eu hei de ir p’ra te cantar
Ao juntar dos dois ponteiros
Eu hei de ir p’ra te cantar
Ao juntar dos dois ponteiros
Doze sons hão de soar
Doze serão os primeiros
Doze sons hão de soar
Doze serão os primeiros
Trago uma rosa encarnada
Que colhi no meu jardim
Uma rosa envergonhada
Perante beleza assim
As baladas que te canto ao ouvido
Correm lentas do meu coração ferido
Da metade que ainda resta do meu peito
P’ra metade que te dou p’ra ser o eleito
Meu amor p’ra te encantar
Cantarei pela noite fora
Com a bênção do luar
E a censura da aurora
As baladas que te canto ao ouvido
Correm lentas do meu coração ferido
Da metade que ainda resta do meu peito
P’ra metade que te dou p’ra ser o eleito
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Sancho Pança
(Carlos Gonçalves)
O Sancho Pança que é rapaz de confiança
Andava há muito p’ra deixar de ser criança
No outro dia foi sair com a Maria
Uma mula de bigode que já muito uso teria
Desde essa altura nunca mais ele foi igual
Acorda sempre com enjoo matinal
Na faculdade só se fala no seu caso
Não põe os pés nas aulas está com uns dias de atraso
Ó Sancho Pança isso é gravidez
E pela barriga aí dentro estão três
Não há nada a fazer é esperar pela hora
Um já quer sair, tem o braço de fora
Vós que me ouvis escutai bem o que vos digo
Tende cuidado quando fordes ao castigo
Porque este mundo anda todo às avessas
As mulheres parecem homens e aos homens faltam peças
Não fosse o Sancho a defender a nossa raça
E neste altura Portugal era fumaça
Acreditem que nós cá machos latinos
Nós servimos mesmo é p’ra fazer meninos
Ó Sancho Pança isso é gravidez
E pela barriga aí dentro estão três
Não há nada a fazer é esperar pela hora
Um já quer sair, tem o braço de fora
Ó Sancho Pança isso é gravidez
E pela barriga aí dentro estão três
Não há nada a fazer é esperar pela hora
Um já quer sair, tem a tromba de fora
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Versos de Encantar
(Pedro Raposo)
Capas traçadas ao relento
Guitarras a tocar p’la noite dentro
São versos de amor p’ra te embalar
São versos velhinhos de encantar
São versos de amor p’ra te embalar
São versos velhinhos de encantar
Canções que eu te canto bem baixinho
Que o vento te leva de mansinho
São versos de amor p’ra te embalar
São versos velhinhos de encantar
São versos de amor p’ra te embalar
São versos velhinhos de encantar
Ai o quanto eu não daria
P’ra ter-te assim também à luz do dia
São versos de amor p’ra te embalar
São versos velhinhos de encantar
São versos de amor p’ra te embalar
São versos velhinhos de encantar
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Trovas (o Amor)
(Luís Marques/ Hugo Neto)
À noite
Veste traje de bandido
P’ra fazer a serenata
A um sonho adormecido
Trazendo
Duas rosas a seu lado
P’ra encher de alegria
Esse rosto tão amado
No leito
Da cidade que te guia
Sob o olhar da escuridão
Vai soando a melodia
E quando
À donzela o som chegar
Há-de abrir-se uma porta
Para te poder cantar
O amor
É uma coisa que nos prende
Que nos ataca facilmente
E nos deixa a pensar
Naquela
Que de forma tão diferente
Nos conquista finalmente
Com um sorriso no olhar
No peito
Onde cresce o ardor
Aparece um trovador
Que dedica a canção
De um tuno
De olhar desprevenido
Que acabou por ser unido
À mulher que lhe tocou
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Doce Feitiço
(Luís Marques/ Bruno Rocha/ Hugo Neto)
No olhar o carinho
Que nos põe a sonhar
Como um doce feitiço
Não se pode acordar
Hoje vive sozinho
Quem bebeu da poção
E traçou o seu destino
Ao cantar a canção
Se uma noite passar
Junto à luz do teu lar
Quero ser a voz que te adormece
Deixando o meu aroma no ar
Para que possas sonhar
No azul deste mar
Que de um conto saiu por esta noite
Para te conquistar
Trago notícias do amor
Recados de uma história sem fim
Nos versos do trovador
Que espalha o seu desejo assim
Para que a lua no ar
Possa dele falar
Aos teus olhos que vivem nas estrelas
Tão longe de amar
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Meus Lindos Olhos
(Mafalda Arnauth)
Meus lindos olhos, qual pequeno Deus
Pois são Divinos, de tão belos os teus
Quem te os pintou, com tal condão
Já mais neles sonhou, criar tanta imensidão
De oiro celeste
Filhos de uma chama agreste
Astros que alto céu revestem
E onde a tua história é escrita
Meus lindos olhos
De lua cheia
Um esquecido do outro
A brilhar para a rua inteira
Quem não conhece
Teu triste fado
Não desvenda em teu riso
Um chorar tão magoado
Perdões pedidos
Num murmúrio desolado
Quando o réu morava ao lado
Mais cruel não pode ser
E este fado que aqui canto
Inspirou-se só em ti
Tu que nasces e renasces
Sempre que algo morre em ti
Quem me dera poder cantar
Horas, dias tão sem fim
Quando pedes só para mim
Por favor... só mais um fado!
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Haja o que Houver
(Madredeus)
Haja o que houver
Eu estou aqui
Haja o que houver
Espero por ti
Volta no vento
Ó meu amor
Volta depressa
Por favor
Há quanto tempo
Já esqueci
Porque fiquei
Longe de ti
Cada momento
É pior
Volta no vento
Por favor
Eu sei, eu sei
Quem és para mim
Haja o que houver
Espero por ti
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Lágrimas Negras
(Miguel Matamoros)
Aunque tú me has dejado en el abandono
Aunque tu has muerto todas mis ilusiones
En vez de mal decirte con justo encono
En mis sueños te colmo
En mis sueños te colmo de bendiciones
Sufro la inmensa pena de tu extravío
Y siento el dolor profundo de tu partida
Y lloro, sin que tu sepas que el llanto mío
Tiene lágrimas negras
Tiene lágrimas negras como mi vida
Aunque tú me has dejado en el abandono
Aunque tu has muerto todas mis ilusiones
En vez de mal decirte con justo encono
En mis sueños te colmo
En mis sueños te colmo de bendiciones
Sufro la inmensa pena de tu extravío
Y siento el dolor profundo de tu partida
Y lloro, sin que tu sepas que el llanto mío
Tiene lágrimas negras
Tiene lágrimas negras como mi vida
Tú me quieres dejar
Yo no quiero sufrir
Contigo me voy, mi santa
Aunque me cueste morir
Tú me quieres dejar
Yo no quiero sufrir
Si tú me dejas, mulata
Te tendrás de arrepentir
Tú me quieres dejar
Yo no quiero sufrir
Contigo me voy, mi santa
Aunque me cueste morir
Si un jardinero de amor
Centra una flor y se va
Otro vien y la cultiva
De cual de los dos será
Tú me quieres dejar
Yo no quiero sufrir
Contigo me voy, mi santa
Aunque me cueste morir
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Poema de Amor
(Wilson Dias da Fonseca)
E quando a noite desceu
O poeta escreveu
Sua história de amor
Tinha a grandeza do mar
O esplendor do luar
E a beleza da flor
Era o romance, uma linda canção
Nascida do coração
Hoje o poeta cantor
nada mais tem senão
Um poema de amor
Hoje o poeta cantor
nada mais tem senão
Um poema de amor
nada mais tem senão
Um poema de amor
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Solta-se o Beijo
(Ala dos Namorados)
Espreito por uma porta encostada
Sigo as pegadas de luz
Peço ao gato "xiu" para não me denunciar
Toca o relógio sem cuco
Dá horas à cusquice das vizinhas e eu
Confesso às paredes de quem gosto
Elas conhecem-te bem
Aconhego-me nesta cumplicidade
Deixo-me ir nos trilhos traçados
Pela saudade de te encontrar
Ainda onde te deixei
Trago-te o beijo prometido
Sei o teu cheiro mergulho no teu tocar
Abraças a guitarra e voas para além da lua
Amarro o beijo que se quer soltar
Espero que me sintas para me entregar
A cadeira, as costas, o cabelo e a cigarrilha
A dança do teu ombro...
E nesse instante em que o silêncio
É o bater do coração
Fecha-se a porta
Pára o relógio
As vizinhas recolhem
Tu olhas-me...
Tu olhas-me...
Trago-te o beijo prometido
Sei o teu cheiro, mergulho no teu tocar
Abraças a guitarra e voas para além da lua
Amarro o beijo que se quer soltar
Espero que me sintas para me entregar
A cadeira, as costas, o cabelo e a cigarrilha
A dança do teu ombro...
E, nesse instante em que o silêncio
É o bater do coração
Fecha-se a porta
Pára o relógio
As vizinhas recolhem
Solta-se o beijo, o gato mia...
Solta-se o beijo, o gato mia...
Solta-se o beijo, o gato mia...
Tu olhas-me...
Tu olhas-me...
Solta-se o beijo, o gato mia...
Solta-se o beijo, o gato mia...
Solta-se o beijo, o gato mia...
Espreito por uma porta encostada
Sigo as pegadas de luz
Peço ao gato "xiu" para não me denunciar
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Wave (Vou te Contar)
(Tom Jobim)
Vou te contar
Os olhos já não podem ver
Coisas que só o coração
Pode entender
Fundamental é mesmo o amor
É impossível ser feliz sozinho…
O resto é mar
É tudo que eu não sei contar
São coisas lindas
Que eu tenho prá te dar
Fundamental é mesmo o amor
É impossível ser feliz sozinho…
Da primeira vez
Era a cidade
Da segunda o cais
E a eternidade…
Agora eu já sei
Da onda que se ergueu no mar
E das estrelas
Que esquecemos de contar
O amor se deixa surpreender
Enquanto a noite
Vem nos envolver…
Vou te contar
Os olhos já não podem ver
Coisas que só o coração
Pode entender
Fundamental é mesmo o amor
É impossível ser feliz sozinho…
O resto é mar
É tudo que eu não sei contar
São coisas lindas
Que eu tenho prá te dar
Fundamental é mesmo o amor
É impossível ser feliz sozinho…
Da primeira vez
Era a cidade
Da segunda o cais
E a eternidade…
Agora eu já sei
Da onda que se ergueu no mar
E das estrelas
Que esquecemos de contar
O amor se deixa surpreender
Enquanto a noite
Vem nos envolver…
Da primeira vez
Era a cidade
Da segunda o cais
E a eternidade…
Agora eu já sei
Da onda que se ergueu no mar
E das estrelas
Que esquecemos de contar
O amor se deixa surpreender
Enquanto a noite
Vem nos envolver…
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Eu Sei Que Vou Te Amar
(Tom Jobim e Vinícius)
Eu sei que vou te amar
Por toda a minha vida eu vou te amar
Em cada despedida eu vou te amar
Desesperadamente, eu sei que vou te amar
E cada verso meu será
Prá te dizer que eu sei que vou te amar
Por toda minha vida
Eu sei que vou chorar
A cada ausência tua eu vou chorar
Mas cada volta tua há de apagar
O que esta ausência tua me causou
Eu sei que vou sofrer a eterna desventura de viver
A espera de viver ao lado teu
Por toda a minha vida
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Canção do Mar
(Dulce Pontes)
Fui bailar no meu batel
Além do mar cruel
E o mar bramindo
Diz que eu fui roubar
A luz sem par
Do teu olhar tão lindo
Vem saber se o mar terá razão
Vem cá ver bailar meu coração
Se eu bailar no meu batel
Não vou ao mar cruel
E nem lhe digo aonde eu fui cantar
Sorrir, bailar, viver, sonhar contigo
Vem saber se o mar terá razão
Vem cá ver bailar meu coração
Se eu bailar no meu batel
Não vou ao mar cruel
E nem lhe digo aonde eu fui cantar
Sorrir, bailar, viver, sonhar contigo
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Sodade
(Cesária Évora)
Quem mostra' bo
Ess caminho longe?
Quem mostra' bo
Ess caminho longe?
Ess caminho
Pa São Tomé
Sodade sodade
Sodade
Dess nha terra Sao Nicolau
Si bô 'screvê' me
'M ta 'screvê be
Si bô 'squecê me
'M ta 'squecê be
Até dia
Qui bô voltà
Sodade sodade
Sodade
Dess nha terra Sao Nicolau
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Senhora do Mar
(Carlos Coelho)
Senhora do mar
Ante vós, me tendes caído
Quem vem tirar meia da vida e da paz
Desta mesa, desta casa, perdidas?
Amor, qu'é de ti?
Senhora do mar
Ante vós, minha alma está vazia
Quem vem chamar a si o que é meu?
Ó mar alto, traz pr'a mim
Amor meu sem fim
Ai, negras águas, ondas de mágoas
Gelaram-m'o fogo no olhar (Senhora do mar)
Ela não torna a navegar (Ela não torna a navegar)
E ninguém vos vê chorar
Senhora do mar
Quem vem tirar meia da vida e da paz
Desta mesa, desta casa, perdidas?
Amor, qu'é de ti?
Ai, negras águas, ondas de mágoas
Gelaram-m'o fogo no olhar (Senhora do mar)
Feridas em sal, rezas em vão (Rezas em vão)
Deixai seu coração (Deixai seu coração)
Bater junto a mim (Bater junto a mim
Ai, negras águas, ondas de mágoas
Gelaram-m'o fogo no olhar (Senhora do mar)
Ela não torna a navegar (Ela não torna a navegar)
E ninguém vos vê chorar (E ninguém vos vê chorar)
Senhora do mar (Senhora do mar)
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